Neste final de Campeonato Brasileiro o campeão e os times que vão disputar a libertadores já estão decididos. Na parte debaixo da tabela, os dois maiores clubes baianos brigam com o Palmeiras para ver quem se salva do rebaixamento. Mas nesta última rodada, o grande momento será a despedida do último grande camisa dez que o futebol brasileiro teve a honra de prestigiar. Alex fará o seu último jogo como profissional pelo Coritiba, seu clube do coração, contra o Bahia, que luta contra o “seu” Palmeiras, clube por onde ganhou a Libertadores da América, em 99.
Alex não foi um craque comum. Canhoto e dotado de uma inteligência fora do comum, teve muito destaque no futebol brasileiro, saindo da base do Coritiba para ser camisa 10 palmeirense no maior título da história do clube. Fez partidas memoráveis contra Corinthians, São Paulo e River Plate, sendo um dos destaques nesta sua passagem pelo clube(1997-2000), apesar da turma do amendoim(como ficou conhecida alguns torcedores mais chatos) apelidá-lo de Alexotan, alegando que era um atleta sonolento em algumas partidas. Teve uma passagem apagada no Flamengo e depois de mais duas passagens rápidas pelo alviverde paulista chegou a seu segundo momento pelo Cruzeiro. Campeão Mineiro, Brasileiro e da Copa do Brasil. Líder de um time que assombrou pela facilidade de fazer gols e ganhar jogos, que jogava no ritmo de seu maestro. Maestro que além de criar fazia gols(23), uma quantidade absurda para um meia, com uma qualidade e beleza que espantava quem acompanhava.
Alex é, provavelmente, o último grande camisa 10 que estamos vendo, e que se despede de nós no próximo domingo, 07/12. Foi um craque indiscutível, daqueles que não precisamos ver nos gigantes europeus para saber que foi muito acima da média. Tipo raro de jogador que tem talento com a bola no pé assim como fora de campo. É craque pois sabe se posicionar, ser líder e porque busca melhorar um futebol brasileiro que lhe deu muito menos do que merecia, onde foi só foi reconhecido de fato após sair. Futebol que só sentiu a sua falta depois que se mandou para a Turquia. País que se era pequeno demais para o futebol de Alex, compensou seu tamanho com idolatria e respeito a este gênio de Curitiba. Por isso Alex foi 10. E por isso continuará sendo.

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