segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Geração primeira vez

                O mundo do futebol é movido por sua torcida. Amantes do esporte, que muitas vezes vivem para acompanhar seus clubes. E uma das práticas mais utilizada por esses torcedores são as brincadeiras com rivais, tirando sarro daqueles que possuem menos títulos, menos torcida, entre outras muitas situações.
                Mais recentemente, alguns clubes vêm acabando com essa possibilidade de “zueira”. Times que quebraram tabus que duraram longos anos, acabando com o sofrimento de seus torcedores.
                De 2010 pra cá, esses times conquistaram títulos importantes que faltavam a eles. Levantaram taças que seus rivais já haviam conseguido. A piada que era gerada pela falta de determinados troféus, foi encerrada por essa geração vitoriosa. Veja quem são os times abaixo.

Seleção Espanhola: Sempre taxada como uma seleção inofensiva, apesar de contar com grades craques. Esses talentos individuais eram o motivo da seleção ser ainda considerada uma ameaça, mas não uma potência. Há quem diga que era uma seleção sem peso na camisa.  A Espanha até chegou a conquistar uma Eurocopa antes dessa geração campeã, mas o título ficou muito no passado, em 1964. A história viria a mudar mesmo em 2008, quando se sagrou campeã da Eurocopa. Mas faltava uma Copa do Mundo. E ela veio em 2010, de maneira indiscutível. Uma seleção que deu gosto de ver jogar, que zelava pela posse da bola, que ficou marcada na história do futebol mundial, como um dos grandes times já formados, dando o peso que sua camisa “roja” merecia.

Chelsea: A história do time londrino é dividida em duas partes: antes e depois de Abramovich. Antes de sua chegada, em junho de 2003, o Chelsea estava longe de lutar pelo título da Liga dos Campeões, mas depois do milionário russo chegar, o clube inglês se impôs na competição européia. Foi formando times cada vez melhores, que contava com mais estrelas do futebol mundial a cada ano. Jogadores como Cech, Terry, Lampard e Drogba são a cara da conquista do título em 2012. Esses chegaram ao time no começo de sua formação milionária, ou até antes. Se destacaram no mundo, elevaram o nome do Chelsea e foram mais que importantes para a conquista da principal competição europeia. O time bateu na trave em 2008, perdendo o título para o rival Manchester United, nos pênaltis. E foi da mesma forma que o título veio, após um gol heróico de Drogba e defesa do goleirão Cech na prorrogação o Chelsea se sagrou campeão da Ligas dos Campeões da Europa.

Corinthians: A equipe do Parque São Jorge sofria muito até conquistar a Libertadores da América. O fato de seus maiores rivais já ter ganhado esse título fez com que a torcida corinthiana se tornasse alvo de piadas. A derrota para o Palmeiras na semifinal de 2000 tornou mais dolorosa a batalha para levantar esse troféu. 2012 foi o ano da libertação, título invicto, com jogos históricos. A defesa de Cássio, os gols de Paulinho, Romarinho e Emerson Sheik fizeram com que a conquista se tornasse mais importante ainda. O técnico Tite ficou marcado na história do clube, assim como todos os jogadores do elenco.  Um título marcado por um elenco forte, um time unido, uma torcida que jogou com o time e que juntos conquistaram o título mais desejado pelo clube.

Manchester City: Depois da grande mudança no futebol inglês, na qual o principal campeonato do país passou a se chamar Premier League, o Manchester City viu uma época de muitas glórias de seu maior rival United. O time azul de Manchester passou por maus bocados, passando vários anos na segunda divisão. O Time sofreu muito no inicio da “nova” competição, mas a partir dos anos 2000 foi se consolidando. Foi então que o sheik Mansour bin Zayed chegou para mudar a história do clube. O árabe comprou o time inglês, tornando-o uma potência, montando times com grandes craques. Após um terceiro lugar em 2011, os citizens conquistaram o título no ano seguinte com o marcante gol de Kun Aguero no último lance da partida, “roubando” o caneco de seu maior rival, Manchester United.

Atlético Mineiro: O clube de Minas não jogou muitas vezes a libertadores, mas a seca de títulos de grande importância em sua história fizeram com que a conquista da Libertadores da América fosse mais especial ainda. Um time com muitos bons jogadores e com um maestro de muito destaque no futebol mundial: Ronaldinho Gaúcho. Outros atletas marcaram a conquista da taça, como o goleiro Victor, que foi responsável por grandes defesas de pênaltis importantes durante o campeonato. O Título ficou marcado na história do galo por toda raça dos jogadores e pelo tamanho da conquista.

San Lorenzo: O clube argentino de que era chamado pelos rivais de Clube Argentino Sem Libertadores da América - baseado na sigla do clube (CASLA)- calou o público com a conquista da Libertadores. A grande ênfase da campanha, além de quebrar o jejum, foi ligação do time com o Papa Francisco, que se declarou torcedor apaixonado do clube de argentino. Apesar do destaque, não foi só o apelo religioso que representou o título, a torcida talvez tenha sido o maior valor da conquista, sempre lotando seu estádio e empurrando o time, que se destacou pela união do grupo e vontade de vencer. 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Quem é quem na Champions League 2014-2015



GRUPO A
Atlético de Madri
Juventus
Olympiacos 
Malmo

Pelo grupo A, os grandes favoritos são a tricampeã italiana Juventus, e o Atlético de Madri campeão espanhol. Apesar de favoritas, as duas equipes devem tomar cuidado com o Olympiacos, que foi campeão grego e pode surpreender, até porque o Atlético mudou bastante em comparação com a última temporada e a Velha Senhora apesar do domínio na Itália não tem conseguido ir longe na Europa. O Malmo, que revelou Ibrahimovic não deve assustar

GRUPO B
Real Madri 
Basel 
Liverpool
Ludogorets

Aqui novamente dois favoritos: Real Madri e Liverpool. Mas não podemos desconsiderar o Basel, campeão suíço e que ficou no pote 2. Liverpool e Real buscam reencontrar o bom futebol da temporada passada após perderem peças importantes e se demorarem a se encaixar podem se enrolarem. O Ludogorets, time do zagueiro que pegou dois pênaltis nos playoff se conseguir ir à Europa League já pode considerar um grande feito

GRUPO C
Benfica 
Zenit
Bayer Leverkusen
Monaco

No grupo C temos um bom equilíbrio, sem nenhum gigante do futebol europeu, ams com boas equipes. O Bayer deve passar de fase, pois vive um ótimo momento, tanto que lidera o campeonato alemão, basta sabermos se terá força para competir dos dois lados. O Zenit do brasileiro Hulk vem sobrando no campeonato russo, mas depende muito ainda do atacante brasileiro mas tem um bom grupo e se reforçou bem. O Benfica é outro que briga pelas duas vagas e vem de uma ótima temporada sob o comando de Jorge Jesus. Não perdeu peças fundamentais como em outras temporadas e conseguiu repor bem as saídas do elenco.
O Mônaco  que prometia incomodar o bilionário PSG, durou pouco, após duas temporadas investindo, o dono do clube se desfez de suas duas principais estrelas: os colombianos Falcão Garcia e James Rodriguez. Um foi para o Manchester, o outro para o Real, e no principado sobrou apenas João Moutinho para comandar a equipe, que após a janela de transferências ficou como a quarta força do grupo

GRUPO D
Arsenal
Dortmund
Galatasaray
Anderlecht

Mais um pote onde temos dois favoritos: Arsenal e Dortmund. Estas duas equipes devem brigar pela liderança do grupo e o fator contusão deve influenciar na disputa, visto que as duas equipes tem sofrido demais com contusões ao longo das últimas temporadas. O Galatasaray perdeu Didier Drogba, mas se reforçou com bons jogadores e pode incomodar. Mas deve mesmo ficar com a vaga para a Liga Europa e deixar o Anderlecht na rabeira do grupo.

GRUPO E
Bayern de Munique
Manchester City
CSKA Moscou
Roma

Aqui o campeão alemão, mesmo com a concorrência do forte Manchester City deve confirmar a primeira colocação do grupo. Os ingleses, que contam com um alto investimento provavelmente ficarão com a segunda vaga, mas não sem incomodar o time de Guardiola. A Roma, que fez um bom campeonato italiano, como estava no pote 3 caiu em um grupo difícil e não vai conseguir acompanhar o ritmo de ingleses e alemães. Ao CSKA resta sonhar com tropeços da Roma para lutar pelo terceiro lugar.


GRUPO F 
Barcelona
PSG
Ajax 
Apoel

Barcelona mesmo com a reformulação é o grande favorito do grupo. Ainda precisa encontrar uma formação onde encaixe todas as suas estrelas mas deve confirmar a liderança do grupo, deixando o bilionário PSG com a segunda vaga. Este ano o time reforçou a defesa e deve ser mais consistente que na última temporada o que, dependendo dos cruzamentos, fará o time ir mais longe no mata-mata. Os holandeses do Ajax estão há tempos devendo uma boa campanha em competições europeias, e em um grupo com PSG e Barça provavelmente ficará com o terceiro Lugar. O Apoel conta com um tropeço do Ajax para sonhar com a Europa League.

GRUPO G
Chelsea
Schalke
Sporting
Maribor

O Chelsea manteve a tradição dos últimos anos e caiu em um grupo tranquilo. Deve confirmar a liderança sem muitos problemas. O Schalke é mais time que o Sporting e deve ficar com a segunda posição, apesar do péssimo início de temporada. O Sporting é mais certo que fique com a terceira vaga, mas vai pode incomodar os alemães no grupo G. O Maribor, da eslovênia, não deve incomodar ninguém e, no máximo lutar pela vaga na Liga Europa.

GRUPO H
Porto
Shakhtar Donetsk
Athletic Bilbao
BATE

Mais um grupo equilibrado como o grupo C, onde tem boa equipes. Porto, Shakhtar e Athletic brigam pelas duas vagas, com leve favoritismo para Porto e Athletic. O Shakthar tem oscilado neste início de ano e o fato de jogar fora de seu estádio, e sua cidade, pode comprometer os bons resultados da equipe de Mircea Lucescu

sábado, 6 de setembro de 2014

O futebol ainda é a melhor identidade nacional?



        Durante muito tempo o futebol foi considerado um pilar da identidade nacional brasileira, ao lado do samba e do carnaval. Porém, com o passar das décadas e de jogadores como Falcão, Zico, Ademir, Pelé, Garrincha, Romário, Rivaldo e Ronaldos, o futebol se tornou carro-chefe do Brasil, ganhando reconhecimento mundial devido às suas conquistas. Se no século XV os europeus queriam o pau-brasil, no século XVIII nosso ouro e no século XIX nosso café. no final do século XX e início do XXI nada foi mais desejado que o jogador brasileiro. E não só pelas grandes nações europeias. Árabes, japoneses, chineses, norte-americanos e até o leste europeu se mostram grandes importadores e adoradores da nossa matéria-prima do novo século. Ou se mostravam.
         Recentemente, e evidenciado com a crise dos 7x1, o futebol brasileiro entrou em recessão. Não conseguimos revelar talentos como antigamente e somos engolidos por equipes extremamente táticas como a Alemanha de Toni Kroos, ou pragmáticas como a Holanda de Van Gaal. Verdade é que nossos defensores continuam indo bem lá fora. Temos 3 dos cinco mais caros do mundo. Mas atacantes em nível mundial temos apenas Neymar, o que mostra como estagnamos enquanto nossos rivais seguiram evoluindo, a ponto de serem melhores que nós como conjunto e de forma individual. Sorte nossa que o futebol por aqui não é apenas um negócio, é fruto da cultura do nosso povo mais do que qualquer outro esporte que esteja ganhando espaço entre nós e, consequentemente, na mídia. Talvez o futebol seja tão praticado e adorado por aqui porque com uma bola e dois chinelos ou algumas pedras resolvam o problema. Essa facilidade não se encontra em nenhum outro esporte. Ou por talvez ter sido carro-chefe da ditadura e se perpetuado como o pão e circo tupiniquim, interrompendo crises, parando guerras e dando um sopro de esperança ao povo “canarinho”; tão sofrido que via apenas nas pelejas uma escapatória para sua triste realidade. Ninguém sabe o por quê.
    Triste é ver que o que outrora foi motivo de orgulho, hoje é motivo de piada e de descontentamento. Nunca estivemos tão em descrédito quanto aos nossos jogadores. A copa que sediamos nos trazia a esperança que depois de dez anos, com o mesmo comandante daquela época, voltaríamos a sermos os melhores. Ledo engano. Foi a constatação de que estamos driblando pro lado errado. Pelo menos pudemos encantar o mundo com nosso carnaval e samba. Estes sim saíram em alta depois da copa por aqui, além de implacarmos uma nova febre entre os estrangeiros: a caipirinha. Se este drink tipicamente brasileiro só sobe no conceito, os jogadores nunca caíram tanto. E como caem! E como batem! É um festival de simulações e pancadas que deixariam os beques de fazenda dos anos 60 envergonhados. Mal sabem eles que estão jogando contra a terra que lhes deu um futuro, contra o rótulo que abre muitas portas lá fora. Porque ser jogador brasileiro até pouco tempo era tão bom quanto ser um tênis Nike, ou um carro BMW. Hoje tem um lado bom e um lado muito ruim, que vem levando clara vantagem ao passo que cada vez menos exportamos nosso talento para os grandes centros do futebol mundial.
Complicado demais é afirmar que o futebol é a melhor identidade nacional. Fato é que já foi uma melhor representação. Se o brasileiro é a mistura de raças e culturas, como afirmar que apenas o futebol é nossa melhor identidade, e não um conjunto? Que o diga Ronaldinho Gaúcho, conhecido por aquelas bandas apenas como Dinho. Jogador de futebol, apaixonado pelo samba e amante do carnaval.