Durante muito tempo o futebol foi considerado um pilar da identidade nacional brasileira, ao lado do samba e do carnaval. Porém, com o passar das décadas e de jogadores como Falcão, Zico, Ademir, Pelé, Garrincha, Romário, Rivaldo e Ronaldos, o futebol se tornou carro-chefe do Brasil, ganhando reconhecimento mundial devido às suas conquistas. Se no século XV os europeus queriam o pau-brasil, no século XVIII nosso ouro e no século XIX nosso café. no final do século XX e início do XXI nada foi mais desejado que o jogador brasileiro. E não só pelas grandes nações europeias. Árabes, japoneses, chineses, norte-americanos e até o leste europeu se mostram grandes importadores e adoradores da nossa matéria-prima do novo século. Ou se mostravam.
Recentemente, e evidenciado com a crise dos 7x1, o futebol brasileiro entrou em recessão. Não conseguimos revelar talentos como antigamente e somos engolidos por equipes extremamente táticas como a Alemanha de Toni Kroos, ou pragmáticas como a Holanda de Van Gaal. Verdade é que nossos defensores continuam indo bem lá fora. Temos 3 dos cinco mais caros do mundo. Mas atacantes em nível mundial temos apenas Neymar, o que mostra como estagnamos enquanto nossos rivais seguiram evoluindo, a ponto de serem melhores que nós como conjunto e de forma individual. Sorte nossa que o futebol por aqui não é apenas um negócio, é fruto da cultura do nosso povo mais do que qualquer outro esporte que esteja ganhando espaço entre nós e, consequentemente, na mídia. Talvez o futebol seja tão praticado e adorado por aqui porque com uma bola e dois chinelos ou algumas pedras resolvam o problema. Essa facilidade não se encontra em nenhum outro esporte. Ou por talvez ter sido carro-chefe da ditadura e se perpetuado como o pão e circo tupiniquim, interrompendo crises, parando guerras e dando um sopro de esperança ao povo “canarinho”; tão sofrido que via apenas nas pelejas uma escapatória para sua triste realidade. Ninguém sabe o por quê.
Recentemente, e evidenciado com a crise dos 7x1, o futebol brasileiro entrou em recessão. Não conseguimos revelar talentos como antigamente e somos engolidos por equipes extremamente táticas como a Alemanha de Toni Kroos, ou pragmáticas como a Holanda de Van Gaal. Verdade é que nossos defensores continuam indo bem lá fora. Temos 3 dos cinco mais caros do mundo. Mas atacantes em nível mundial temos apenas Neymar, o que mostra como estagnamos enquanto nossos rivais seguiram evoluindo, a ponto de serem melhores que nós como conjunto e de forma individual. Sorte nossa que o futebol por aqui não é apenas um negócio, é fruto da cultura do nosso povo mais do que qualquer outro esporte que esteja ganhando espaço entre nós e, consequentemente, na mídia. Talvez o futebol seja tão praticado e adorado por aqui porque com uma bola e dois chinelos ou algumas pedras resolvam o problema. Essa facilidade não se encontra em nenhum outro esporte. Ou por talvez ter sido carro-chefe da ditadura e se perpetuado como o pão e circo tupiniquim, interrompendo crises, parando guerras e dando um sopro de esperança ao povo “canarinho”; tão sofrido que via apenas nas pelejas uma escapatória para sua triste realidade. Ninguém sabe o por quê.
Triste é ver que o que outrora foi motivo de orgulho, hoje é motivo de piada e de descontentamento. Nunca estivemos tão em descrédito quanto aos nossos jogadores. A copa que sediamos nos trazia a esperança que depois de dez anos, com o mesmo comandante daquela época, voltaríamos a sermos os melhores. Ledo engano. Foi a constatação de que estamos driblando pro lado errado. Pelo menos pudemos encantar o mundo com nosso carnaval e samba. Estes sim saíram em alta depois da copa por aqui, além de implacarmos uma nova febre entre os estrangeiros: a caipirinha. Se este drink tipicamente brasileiro só sobe no conceito, os jogadores nunca caíram tanto. E como caem! E como batem! É um festival de simulações e pancadas que deixariam os beques de fazenda dos anos 60 envergonhados. Mal sabem eles que estão jogando contra a terra que lhes deu um futuro, contra o rótulo que abre muitas portas lá fora. Porque ser jogador brasileiro até pouco tempo era tão bom quanto ser um tênis Nike, ou um carro BMW. Hoje tem um lado bom e um lado muito ruim, que vem levando clara vantagem ao passo que cada vez menos exportamos nosso talento para os grandes centros do futebol mundial.
Complicado demais é afirmar que o futebol é a melhor identidade nacional. Fato é que já foi uma melhor representação. Se o brasileiro é a mistura de raças e culturas, como afirmar que apenas o futebol é nossa melhor identidade, e não um conjunto? Que o diga Ronaldinho Gaúcho, conhecido por aquelas bandas apenas como Dinho. Jogador de futebol, apaixonado pelo samba e amante do carnaval.
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